sábado, 6 de agosto de 2016

Descubra o Recanto Élfico

  Boa-noite, queridos! Estou passando rapidinho por aqui só para dizer-lhes que mudei o nome do blog Gnomos Levados para Recanto Élfico e alterei o URL para: 
Eu mudei porque tanto o nome quanto o URL anteriores estavam absurdamente grandes e se até eu me confundia, imagine os leitores. Mas, apesar da mudança, o blog continua o mesmo. E, apesar do nome, não terá conteúdo apenas sobre elfos, mas de todos os elementais da Terra. Inclusive, se tiver alguma sugestão de post pode deixar nos comentários. Qualquer dúvida referente a qualquer assunto, pergunte nos comentários e quanto aos relatos, envie para o email que aparece lá nos Relatos. Provavelmente, eu farei outro email assim que minha net voltar a velocidade normal porque o Yahoo é uma droga pra usar. Vou compartilhar a nova conta com o Bruno pra que vocês possam entrar em contato com ele também. Falow? Também, farei uma página pessoal, em breve (não sei quando porque eu tenho uma preguiça FDP de administrar essas coisas). Então, fiquem ligadinhos. Beijos, bruxinhos.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como as fadas se relacionam com outros seres - parte 2

Os contos sobre o reino das fadas, assim como o mundo dos humanos, têm se focado tradicionalmente no amor – ambos contos de amantes-fadas e de seres feéricos que se apaixonaram por mortais e por vezes tentaram mantê-los para sempre em seus reinos encantados. Essas histórias, sejam percebidas como folclore puro ou como uma forma de explicar as ocorrências mortais do passado, contam histórias de amor verdadeiro, fadas sedutoras, brigas de amantes, e muito mais.
Talvez a história de amor feérica mais trágica é a da céltica Cliodna do Cabelo Dourado. A filha de Manannan mac Lir, que governou sobre o mar, Cliodna, tinha a fama de ser a mulher mais bela do mundo na aparência mortal. Ela amava o jovem mortal Ciabhan, tanto que deixou o reino das fadas para morar com ele. No entanto, enquanto Ciabhan estava caçandp, o pai de Cliodna enviou um menestrel-fada para encantá-la, e ela foi levada de volta ao reino das fadas em um sono mágico. Ela ainda é vista nas praias, seja como uma enorme onda ou como uma ave marinha, buscando seu amor perdido. Dizem que ela ajuda os mortais enamorados que estão separados a se reunir.
 Abaixo, seguem dois métodos para invocar Cliodna, se você está ansioso para se reencontrar com seu amor:
 – Nomeie seu amor perdido enquanto você segura duas conchas iguais, encontradas na beira da praia ou em um lago, amarrando-as com algas ou gramíneas secas. Lance suas conchas na nona onda que se mover para a praia. Chame o nome do seu amor perdido nove vezes.
- Se você está sem acesso ao mar, improvise com cristais de água marinha, jogando-os em qualquer corpo de água ou correnteza. Conte nove vezes antes de jogar os cristais juntos na água. Chame o nome do seu amor nove vezes.

 Casamentos Feéricos

 

    Algumas noivas de contos sobre fadas que se casaram com mortais parecem ter verificação terrestre.
    As Gwragedd Annwn são mulheres-fada belas, galesas, de cabelos loiros, do mesmo tamanho de humanas, que vivem em palácios submersos em lagos pertos das Montanhas Negras. Essas moças do lago têm, de vez em quando, de acordo com o folclore da região, levado os maridos humanos, embora raramente ficassem com eles. Algumas famílias locais ainda reivindicam herança feérica.
     Uma Dama do Lago em Llyn u Fan Fach, no entanto, disse ser, na verdade, a ancestral-fada de uma linha ininterrupta de galeses curandeiros e médicos. Ainda mais incomum, essa lenda de fadas pode ser datada. Por volta de 1230, os registros dizem que um jovem agricultor viu três mulheres bonitas dançando na praia. A mais bela concordou em ser sua esposa, e seu pai, o rei do lago das fadas, veio de suas profundezas para dar um dote de gado de fadas. No entanto, o rei feérico impôs uma série de condições para sua filha ficar com seu marido mortal. Uma condição era que ela nunca deveria ser tocada com ferro, outra, que ela não poderia ser levada à igreja, e a terceira, que se seu marido a golpeasse três vezes, ela e o dote voltariam para o lago.
       O casal teve três filhos, mas o agricultor quebrou o contrato ao bater em sua esposa-fada três vezes (embora de acordo com narradores masculinos folclóricos menos esclarecidos, o pobre marido só bateu na fada levemente e por um bom motivo). Uma negociação de fada é uma negociação de fada, e lá se foi o gado e a fada donzela, embora ela tenha voltado para ensinar a seus filhos o conhecimento de ervas e da cura. Eles se tornaram os Médicos de Myddfai, curandeiros dos reis galeses. Quando eles morreram, eles deixaram um tratado médico, do qual existem cópias nos dias de hoje. Eu acredito que há um no Museu do Castelo Cardiff.


 Noivas no Reino das Fadas

 

     Mulheres mortais que se casaram ou foram sequestradas por fadas parecem ser tido algo menos do que um destino feliz.
     Uma mulher no dia ou na noite de seu casamento, de acordo com o mito celta, era considerada um grande prêmio pelas fadas, uma vez que era ainda virgem, mas no auge de sua fertilidade. Por isso, até os tempos medievais, uma mulher era acompanhada à igreja por damas de honra vestidas de forma idêntica, de modo que as fadas presentes não pudessem identificar a verdadeira noiva.
     Alguns desses raptos de fadas pode ter tido uma explicação menos etérea. Em partes da Europa durante a Idade Média, o senhor local era permitido de forma não oficial a usar dos serviços da noiva em sua noite de núpcias. Estupro por ricos proprietários de terra e seus filhos era uma ameaça real para as mulheres do país, mesmo em tempos vitorianos, especialmente entre as funcionárias nas grandes casas. Pode ser que a história de um tradicional retorno de uma esposa raptada pelas fadas depois de um ano e um dia, com um bebê de vários meses de idade, era uma maneira aceitável para um marido camponês não parecer traído pelo escudeiro, se a noiva engravidou durante esse sequestro. A noiva despojada poderia ter sido colocada em um reformatório distante durante a gravidez, com a conivência do marido ou um pai, no caso de uma moça solteira.
     Uma típica história de abdução de noiva transformada em uma balada foi a de Colin, o Escocês, cuja esposa foi levada pelas fadas. Sua esposa, dizia-se, voltou invisível todos os dias para ordenhar as vacas e fazer as tarefas; apenas seu canto podia ser ouvido. Em outras versões, ela retorna depois de um ano e um dia com um bebê. Colin estava mantendo sua noiva trancada porque ele descobriu na noite de núpcias que ela estava grávida de outro homem, ainda que por estupro? Ou ela era realmente uma noiva das fadas?
     Alguns sequestros feéricos tiveram consequências mais graves. A mulher que sempre produzia meninos doentes que não sobreviviam ou apenas descendentes do sexo feminino para um homem que precisava desesperadamente de um herdeiro, podia desaparecer de repente; a explicação oficial e muitas vezes inquestionável do seu desaparecimento era de que ela havia sido levada para sempre pelas fadas. Há ainda partes do mundo onde o valor de uma mulher, exceto como uma parideira de filhos, é baixo; este é um lembrete de que, não faz muito tempo, não era de outra forma na sociedade ocidental também.


 Bridget Cleary

 

     Os registros do século passado são obviamente escassos, e sequestro por fadas como uma desculpa para bater ou assassinar a esposa pode parecer pura especulação. Dito isso, sabemos que em Tipperary, na Irlanda, recentemente em 1895, Bridget Cleary foi torturada e queimada até a morte por seu marido Michael. Ele alegou que sua esposa tinha sido raptada pelas fadas e substituída por uma cópia. Michael insistiu que ao destruir a forma encantada de sua esposa, a verdadeira Bidget voltaria em um cavalo branco à meia-noite, Sete de seus vizinhos e parentes, incluindo o pai e a tia de Bridget, estavam envolvidos e mais tarde foram condenados pelo crime. Cem anos mais tarde, Angela Bourke, professora da University College, em Dublin, e autora do livro “The Burning of Bridget Cleary”, afirmou que o caso demonstrou o choque entre duas visões de mundo diferentes, duas maneiras de lidar com pessoas problemáticas, duas maneiras de contabilizar o irracoional, em um momento de mudança social, econômica e cultural profundas.
      O crime de Bridget Cleary foi o de ser economicamente e socialmente independente por seus próprios esforços do que por nascimento. Presumivelmente, se o caso saísse impune, sua morte teria sido muito rentável para o seu marido e sua família, que teriam herdado seu dinheiro.


 Rainhas-fadas Sedutoras

 

     Como as deuses foram rebaixadas a fadas, algumas adquiriram o papel de sedutoras e abdutoras de homens inocentes. Na Escócia, os mitos falam da Bean chaol a chot uaine’s na gruaige buidhe, “a mulher esbelta com túnica verde e cabelo amarelo”, uma rainha das fadas, que tinha a capacidade de transformar água em vinho tinto e girar os fios das aranhas em tartã. A fada sedutora, ao tocar sua flauta mágica de cana, atraía os jovens para dentro de sua colina feérica. A menos que eles deixassem um pedaço de ferro sobre o lintel de entrada, eles seriam obrigados a dançar e servir ao prazer da rainha das fadas até que ela se cansasse deles e os enviasse para casa. Dizem que esses jovens pensariam que só uma noite havia se passado no reino das fadas, mas que na verdade décadas teriam se passado no mundo mortal, e que a jovem namorada a quem eles haviam jurado sua fidelidade eterna agora era uma avó de idade avançada.
      O caso mais famoso de abdução de um jovem que parece ter realmente visitado o reino das fadas foi o de Thomas, o Rimador, cuja balada ainda é realizada em clubes folclóricos com ligações celtas. O verdadeiro Thomas foi Thomas de Earlston (Erceldoune), um poeta do século XIII que alegou ter encontrado a rainha de Elfland debaixo de uma velha árvore mágica. Em troca de um beijo, ele conta como ele foi forçado a ir para o reino das fadas com ela, embora outras versões sugerem que Thomas estava mais do que disposto a ser seduzido. Em algumas contas, a rainha se torna uma bruxa feia, e o ritual encontro de um jovem com uma antiga deusa anciã ocorreu para preservar o ciclo das estações do ano e garantir a fertilidade da terra. Thomas permaneceu no reino das fadas por sete anos, apesar de se passaram apenas três dias no tempo das fadas. Ele foi recompensado com os dons da poesia, da profecia, e com uma harpa mágica.
      Discute-se nos últimos anos que Thomas foi, na verdade, iniciado em um culto de bruxaria local, e que suas visões do mundo das fadas foram xamânicas.


Uma fuga das Fadas

 

      Nem todos os cativos eram tão dispostos como Thomas, nem a rainha das fadas disposta a participar com seu amante mortal. Um dos mais famosos contos, registrados pelo poeta escocês Robert Burns, assim como vários outros poetas, é o de Tam Lin, um cavaleiro escocês que caiu do cavalo e foi capturado pela rainha das fadas. Ela o amarrou com magia e o colocou para proteger uma das entradas para o mundo dos humanos no poço de Carteraugh, perto das fronteiras da Escócia.
     Donzelas jovens foram advertidas a não beber do poço; para cada vez que elas o fizessem e pegassem uma das rosas do seu entorno, Tam Lin apareceria e exigiria que ou a menina desse a ele seu manto verde ou oferecesse sua virgindade.
Uma jovem ousada, Janet, decidiu ver se o mito era verdade, e arrancou uma rosa do poço. Ela e Tam Lin se apaixonaram, e ele quis fugir do reino das fadas para casar com Janet.
      A noite seguinte foi Haloween, e Tam Lin esplicou que havia uma oportunidade que ocorria uma vez a cada sete anos para ele escapar. A Corrida das Fadas aconteceria, quando então as fadas moviam-se para seus quartos de inverno (em algumas versões visto como o inferno). A tropa-fada teve de andar a cavalo ao longo da estrada. Tam Lin disse para Janet esperá-lo na encruzilhada à meia-noite e para segurá-lo, independentemente da forma que ele tomasse.
      Como Tam Lin andava na procissão das fadas, Janet o puxou e o segurou firme. Assim como ele havia avisado à Janet, a rainha das fadas o transformou primeiro em uma salamandra, em seguida em uma cobra, um tigre, um urso, e finalmente em um metal vermelho e quente. Janet segurou firme, e à medida que ele se transformava em metal fundido, ela o mergulhou no poço mágico.
        O feitiço foi quebrado. Tam Lin saiu da água em forma humana, e ele e Janet logo foram se casar.


 Brigas conjugais feéricas

 

    Os casamentos feéricos eram frequentemente tão turbulentos como os terrestres.
     Titania é mais conhecida na literatura como a esposa de Oberon, o rei das fadas, na peça de Shakespeare Sonho de Uma Noite de Verão. Nesta peça, ela é descrita como petulante, disposta a deixar as estações ir para acumular e estragar, enquanto ela persegue sua vingança contra Oberon, que retaliou, fazendo-a se apaixonar por um camponês com uma cabeça de burro.
    Titania era, antes de ser cristianizada e rebaixada (como muitas deusas pagãs) aos status de fada, conhecia como Themis, a deusa titã da justiça e da ordem na Grécia antiga, mãe das Parcas e das Estações.
      Finvarra ou Fin Bheara, que governou as fadas do oeste da Irlanda, era o aparentemente devottado marido da rainha Oonagh. Oonagh foi descrita no verdadeiro estilo vitoriano por Lady Wilde, que coletou relatos de folclore das fadas na Irlanda, como tendo cabelo dourado varrendo o chão, vestido de gaze de prata reluzente, como de diamantes, que eram, na verdade, gotas de orvalho.
      Apesar da beleza etérea de sua esposa, Finvarra estava obcecado com mulheres mortais que, dominadas pela música do reino das fadas, foram arrebatadas para morar com ele para sempre. Dizem também que ele tinha uma segunda rainha, Nuala. Não é surpresa que Oonagh não foi acolhedora para com as donzelas mortais na corte féerica.
      Outras donzelas seduzidas pela música de Finvarra dançaram a noite toda com ele e, pela manhã, encontraram-se em uma colida das fadas, possuindo conhecimento de poções do amor e de magia – e, por vezes, uma gravidez feérica.


 Um encantamento feérico para desejos de amor

 

  1. Encontre uma árvore de fadas: um espinheiro, sabugueiro, oliveira, freixo, salgueiro ou carvalho, ou no hemisfério sul, um eucalipto, árvore de chá, acácia dourada ou manuka espessa.
  2. Sente-se debaixo ou perto de seus ramos em uma noite de luar brilhante durante a semana da lua cheia.
  3. A melhor de todas é a noite de lua cheia. Olhe para cima, para a lua, e sinta as energias positivas do cosmos e da mãe lua, associadas com o amor fiel e fertilidade, fluindo para você.
  4. Observe a luz da lua sendo filtrada através das folhas e fazendo padrões, e você pode tomar ciência da energia viva e movente no interior dos ramos e folhas.
  5. Toque no tronco da árvore cm as mãos, e deixe a força vital do espírito da árvore fluir para você, para que você possa sentir as energias pulsantes de sua essência como uma suave eletricidade.
  6. De pé e ainda tocando na árvore, pressione os seus pés para baixo, em direção às raízes, permitindo que a mãe Terra ofereça a você sua fertilidade e o poder para que você encontre o viva com o(a) companheiro(a) para sempre.
  7. Agora, estenda os braços para cima e retire do interior a força e a cura das folhas malhadas pela lua.
  8. Afaste-se da árvore e, mantendo a lua em vista, faça uma espiral na árvore nove vezes no sentido horário, em círculos cada vez menores, deixando seus pés orientarem. Os nove círculos de poder são um antigo dispositivo mágico, e se você está agora no anel mais interior, tocando o tronco com apenas as pontas de seus dedos, você pode momentaneamente entrar em contato com o espírito da árvore.
  9. Peça à essência dentro da árvore, à Terra, e à mãe lua, para abençoar o seu amor ou para trazer a pessoa que fará você feliz. Você também pode pedir por fertilidade se você estiver tentando conceber uma criança.
  10. Passe um pouco mais de tempo observando o filtro luar através das folhas e amplificando as energias da árvore.
  11. Enterre um brinco de prata ou nove moedas cor de prata, o metal da mãe lua, sob as raízes como um sinal de agradecimento; sussurre o nome do seu amor ou chame no ar aquele(a) que vai fazer você feliz ao encontrá-lo(a).



Fontes: http://www.coelestium.com.br/blog/index.php/fadas-e-amor/
Traduzido por Aoi Kuwan
*texto original por Cassandra Eason, publicado no The Llewellyn Journal
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