quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O legado da Banshee


Raptada por elfos e perseguida por silfos...
Amélia nem imagina que é a princesa perdida de Mag Mell.
De um lado, tem o rei Willard, pai amoroso que sente falta da filha; de outro, Suoni, a irmã da princesa e seu aliado Kol, e tem também, a rainha Miranda, a típica madrasta que apenas deseja ver a enteada bem... BEM longe e de preferência, morta e enterrada.
Alheia aos crescentes perigos que a rondam, Amélia só deseja se vir livre de seu ex noivo, Alfie, e fugir com seu amor proibido, Alex, que, ao contrário de Alfie, é doce e compreensivo, ou, ao menos, ela acha que sim... Aparências enganam e, de boas intenções, o inferno está cheio.


Clique aqui e leia no Social Spirit



Oi, bruxinhos (as)?
Gostaria de convidá-los para lerem essa história (é uma trilogia) que é "inspirada" nas minhas viagens astrais com elfos, fadas, ninfas e outros seres encantados. Eu tive de mudar umas coisas e acrescentar outras, mas o essencial da história que mostra os elementais próximos a mim e como interajo com eles continua. Você pode conhecer melhor os personagens e quem representará eles, acessando o post abaixo do meu blog Wonderland Fanfics:

Clique aqui e conheça os personagens de O Legado Da Banshee


É isso, amores! Em breve, eu volto com mais novidades para vocês!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Possessão Elemental


A pedido de um leitor, hoje, trago este post contando a vocês  como é dividir o corpo com um espírito.
    Certamente você já ouviu falar em possessão, mas ela não ocorre apenas por demônios, pode ser causada também por espíritos humanos (no espiritismo há vários relatos de médiuns que “emprestam” ou “cedem” seus corpos temporariamente para que alguns espíritos possam falar ou atuar através destes, estabelecendo assim, uma comunicação entre os vivos e os mortos), elementais e mesmo deuses.
    Para compreender melhor como a “possessão” funciona, primeiro você precisa saber a diferença entre Evocação e Invocação, muita gente confunde e acha que é a mesma coisa, mas não é.
    Evocação é quando atraímos um ser espiritual (deus (a), elemental, fantasma, etc) para nos auxiliar ou assistir durante um ritual.
    Invocação é quando atraímos um ser espiritual (deus (a), elemental, fantasma, etc) para se mostrar a nós através de nossos corpos, ou seja, “possuindo-nos” parcialmente. Diferente da típica possessão demoníaca – onde a pessoa fica subjugada a espíritos malignos que tem como único propósito causar medo, constrangimento e sofrimento –, a invocação, quase sempre se dá com um propósito de crescimento espiritual, proteção, cura e regeneração. Você não perde o controle sobre seu corpo e ainda é capaz de tomar suas decisões por si mesmo; embora, possa ser influenciado, seu livre-arbítrio é sempre respeitado. Você percebe e vê (em sua mente, através de seu “terceiro olho”) o espírito em seu corpo, sente sua influência e até mesmo pode ouvir sua voz.



“Possessão” causada por deuses

 



A possessão por deuses parece incomum, mas não é. Nem toda bruxa gosta de falar sobre isso porque muitas compreendem que os deuses (como observado em várias mitologias como a Grega, a Celta e a Nórdica) não tem medo de interferir nas decisões diárias dos mortais e quando devidamente invocados podem manipular tudo a seu bel prazer, em favor de seu favorecido ou mesmo por puro capricho (perceba que há muitas divindades caprichosas e travessas, tais como Afrodite e Loki). Já vi bruxas afirmarem que os deuses não perdem seu precioso tempo com meros mortais, mas há exemplos nas mitologias que ilustram justamente o contrário: Zeus que assediava mortais (homens e mulheres) se metamorfoseando em animais para “seduzi-los”, gerando semi-deuses, os quais, ele (quase) sempre agia em favor.
    Odin que teria transformado uma das mais belas mortais na deusa Sunna.
    Odin e Freya que desde sempre interferem nas batalhas humanas, decidindo quem vence ou perde, quem vive ou morre.
    E o deus Mani que sempre consolou as mulheres que se sentiam solitárias, tornando-se um amante misterioso que só aparecia nas noites de luar.
    Talvez, tais interferências divinas aconteciam com mais frequência anteriormente porque as pessoas eram mais ligadas aos deuses e a natureza que atualmente. Não significa que, hoje em dia, os deuses tenham nos deixado por conta própria. Eles ainda interferem em nossas vidas e escolhas conforme permitimos. Não raro, me deparo com relatos em livros e sites de bruxos que se sentiram subjugados por deuses e deusas e que sofreram simplesmente porque não sabiam como lidar com isso.
    Deuses possuem uma energia forte que, em excesso, pode nos fazer mal. A exemplo, se você é uma pessoa naturalmente sensível, deve maneirar nas invocações a deusas como Dana e Blodeuwedd ou pode beirar a um amor de sacrifícios, desejando abraçar o mundo e sofrendo ao sentir que  ao menor erro, fracassou. Talvez, queira invocar Badb então e tornar-se forte, porém… Pessoas sensíveis são como bombas relógios e podem se estressar facilmente e achar que a melhor maneira de conseguirem o que querem é através de uma boa briga. Deuses sombrios quando invocados tendem a dominar e subjugar nossa vontade, alimentando nossa revolta contra tudo o que nos enfraquece. Se no fundo de sua alma, você acredita que sofre porque alguém te faz sofrer, é uma péssima ideia invocar alguém como Badb porque você acreditará que não precisa de ninguém que o puxe pra baixo (nem sempre é a pessoa que te puxa pra baixo, às vezes, o erro está em você e não no outro, só é preciso humildade para enxergar isso) e de, uma forma ou de outra, encontrará um jeito de afastar a pessoa em questão, quase sempre, agindo como um perfeito e insensível babaca.
    Invocar os deuses é bom, mas com cautela. Estude mais sobre eles, mas estude de verdade. Não basta ler um texto bonitinho em um site sobre determinado deus (a) e contatá-lo (a) logo a seguir. Primeiro, busque mais informações através de outras fontes – não importa o quanto determinado texto pareça completo – para, mais adiante, não se deparar com facetas pouco agradáveis de determinados deuses. Tem gente que garante que os deuses não possuem sombra, mas não é verdade. Todos são compostos de luz e sombras. É importante ter consciência disso para depois quando se deparar com outra fonte sobre determinado deus (a) apontando seu lado sombrio, não se desapontar.
    Antes de invocar um deus ou deusa, veja qual qualidade dele você deseja atrair para si… Proteção? Autoconfiança? Amor? Etc.
    Os deuses não ficam vinte e quatro horas por dia ao nosso lado, mas sua energia e influência sim, e, às vezes, isso assume uma forma que julgamos ser a do próprio deus. Meu conselho é que trabalhe um tempo com um deus, depois com outro, ou mesmo com dois ao mesmo tempo (desde que sejam do mesmo panteão e não sejam inimigos senão você está sujeito a sofrer um desequilíbrio porque cada deus quererá impor sua vontade e você terminará como um ser bipolar).
    É você quem julgará por si mesmo qual panteão lhe agrada mais. Eu tenho muito carinho e respeito pelos panteões celta (Dana é uma das minhas deusas preferidas) e nórdico (especialmente este último porque o deus que eles temem tanto, Loki, eu amo, embora, fique meio sem graça com isso porque também gosto de Baldur, inimigo de Loki).


Possessão causada por Elementais

 



Elementais também possuem pessoas e, nem sempre movidos pelas mais puras intenções. Kitsunes costumam emprestar algumas de suas qualidades ou habilidades mágicas a quem possui e agem como guardiãs, mas, outras, podem possuir pessoas apenas por diversão para causar constrangimento em alguém que tenha irritado muito elas.
    Djins também possuem pessoas parcialmente ou completamente por diversão, malícia ou maldade. Geralmente, quando djins maldosos querem possuir uma pessoa, primeiro, eles a assustam, através de um pesadelo ou uma visão (eles adoram tomar a forma de cobras e deslizar – muitas vezes, invisíveis – por debaixo dos cobertores), aproveitando-se do momento de fragilidade de seu alvo para assumir o controle de seu corpo. Se há seres mais teimosos e insistentes que elfos e fadas, estes são os djins. Extremamente manipuladores e possessivos, eles tem dificuldade em obedecer quem os contata, primeiro, porque se sentem superiores aos humanos, segundo, porque está em sua natureza dominar e ludibriar, e terceiro, porque eles já guardam mágoa dos humanos desde antes do tempo do rei Salomão (que  os teria forçado ao trabalho escravo).
    Antes mesmo de contatar a minha guardiã Gaion, eu já havia atraído uma djin azul (Marid), mas como é natural dos djins esconder sua verdadeira natureza, eu achava que Bree (é como eu a chamo) era uma ninfa, e posteriormente, passei a acreditar que era uma súcubo, até que recentemente, um espírito guardião me mostrou a verdadeira forma dela. Então, eu compreendi porque não adiantou tentar formas de se expulsar uma ninfa ou uma súcubo.
    Estou contando isso para que sirva de exemplo a você, leitor. Nunca tive a intenção de contatar um djinn. Lembro que conversei uma vez com um homem pelo Face e ele tentou me falar de djins, mas eu não levei muito a sério porque estava mais fascinada por fadas e elfos. E como eu contatei um djin? Pois é… Foi como aquela vez com os elfos… Acendi velas vez ou outra e só ofereci aos elementais do fogo. Mencionei a palavra “djinn” uma única vez, acreditando que se tratava apenas de um deva responsável pelos elementais do fogo.
    Bree não foi a única djinn que contatei, teve um outro que chamo de Jinn ou Dean (numa brincadeira com a própria palavra Djinn já que a pronúncia das palavras são semelhantes) e estou tendo problemas com ele. Eu fui assombrada por meses por uma voz feminina que repetia com ódio e possessão “ela é minha” e sabia que era a Bree, mas não sabia porque ela fazia isso. O que acontece é que a Bree, mesmo me assustando, sempre me protegeu, e quando algum espírito se aproxima da minha cama, ela me avisa. Se é um bom espírito, ela apenas diz “Dani” suavemente, mas se o Jinn ou qualquer outro com intenção de me fazer mal, ela repete com uma voz assustadora “ela é minha”. Eu sei que isso é sinistro, mas, pelo menos, ela me avisa quando estou em perigo. E eu, julgando tão mal ela… Me sinto envergonhada!
    Mas voltando ao tema possessão/invocação, já dividi meu corpo com Bree, primeiro, de forma voluntária logo que a conheci. Depois, de forma involuntária quando eu não sabia mais quem era Gaion ou Bree e quase surtei com as duas dentro de mim. Deu trabalho pra convencer a Bree ficar de fora.
    Com a Gaion a coisa é mais tranquila, mas não vou mentir… No começo, essa elfinha me deu muito trabalho porque ela era incansavelmente alegre e eu vivia de mau humor, logo, ela ria quando eu não queria – e como ela pode controlar minhas expressões faciais e mesmo alguns de meus movimentos, eu tinha constrangedores ataques de risos fora de hora –, hoje, ela é mais séria e doce, e a palhacinha sou eu.
    Oh, eu cheguei a dividir meu corpo com Alfie logo que o contatei mas foi por pouco tempo.
    Recentemente eu tive de aprender a dividir o meu corpo com um fado (o Kol) e não foi fácil (ainda não é) porque ele… Bem… Rsrs. Kol tem ciúmes da Gaion, da Bree, de todo mundo, e ainda tem de aprender (como a Gaion aprendeu) a perder a péssima mania de ficar me encarando. Como eu sei que ele me encara, sendo que ele está dentro de mim? Simples… Você sente o elemental no seu corpo, mas o vê – ao mesmo tempo – em sua frente (pelo terceiro olho que te permite ver e sentir toda e qualquer presença espiritual) e em você mesmo.
    Nesses casos, onde se divide o corpo com um elemental, um sente o que o outro sente. Por exemplo, se o Kol ficar nervoso eu sinto essa energia vindo dele e se não tomar cuidado, fico nervosa também. Por isso, eu me esforço para manter tanto o Kol quanto a Gaion tranquilos e felizes para que eu fique também. É um pouquinho difícil no caso do Kol porque ele vem de Annwn e sua energia é triste e sombria. Para ser sincera, nem tenho muita certeza se ele é um fado ou um humano porque ele me disse que está morto e vi depois por mim mesma que nos conhecemos em outra vida. Eu tenho estudado espiritismo, mas como não descarto minhas crenças nos elementais (e como O Livro Dos Espíritos de Allan Kardec  admite a existência de seres elementais e mesmo de outras dimensões) e o vejo interagindo perfeitamente com outros elementais, pra mim, ele é um fado.

Eu vejo os elementais não apenas em minhas viagens astrais (como dito anteriormente em outros posts, eu realizei métodos para viajar astralmente; você pode encontrar alguns em livros ou sites que tratem sobre o tema Viagem Astral, é só pesquisar), mas também fisicamente nesse plano quando estou acordada. E não apenas os vejo, como os sinto e os ouço. Era para haver uma comunicação perfeita e ininterrupta entre os espíritos e eu, mas ainda me sinto pouco à vontade para vê-los materializados nesse plano. Olha, eu já vim um djinn flutuando acima da minha cama e estava acordada. Tentei tocá-lo, mas ele me eletrocutou antes de sumir. Também já vi o Kol e ele é lindo, mas alto demais… Assusta um pouco no escuro. A Gaion eu já vi também e não assustei porque ela transmite muita paz, mas suas materializações são raras. Prefiro me comunicar com os espíritos telepaticamente ou através de viagens astrais (nem sempre viagens astrais são seguras, mas você sempre pode acordar se der ruim, já cara a cara é outra coisa…).

Como se proteger de espíritos insidiosos 

 



Você pode recorrer a amuletos para se proteger de espíritos (no geral) como um cristal de jaspe (que afasta fantasmas e elementais), o Selo de São Salomão (cuidado, porque os djins não gostam muito desse símbolo, eu tive que guardar meu colar porque a Bree odeia ele com fervor), a cruz de troll, o Mjölnir  e mesmo um crucifixo. Apesar de alguns bruxos afirmarem que elementais não tem medo de crucifixo e não respondem a rituais, eu pensei com meus botões… Um deus é sempre um deus, não importa se o chamam de Jeová, Allá, ou Thor, seu poder sempre será superior ao de qualquer criatura viva (ou morta) sob a face da terra, portanto, não é nem um símbolo que conta, mas a nossa fé. Uma cruz é só um objeto comum se não nos lembrarmos do que ela representa, da força que está por trás dela. Acho que para afastar um espírito malévolo, é preciso ter fé em um poder superior senão preces, amuletos e rituais de banimento serão inúteis.
    É preciso também ter força de vontade. Dar um basta nos abusos os quais você vem sofrendo por parte dos espíritos. Se eles são teimosos, você tem de ser mais. Se os magoou ou de alguma forma, feriu seu orgulho, peça perdão humildemente e se eles não aceitarem suas desculpas, paciência! Ore por eles, pra que eles percebam que o que estão fazendo é errado e que possam se arrepender e ir embora, ou pelo menos, deixarem de te fazer tão mal. Foi o que eu aprendi lendo livros espíritas, que devemos ter compaixão por nossos inimigos e orar por eles, porque só Deus sabe o inferno pelo qual eles passaram (ou passam), ou se fizemos mal a eles em outra vida. O jeito é esse, enxergar eles como seres que podem se arrepender e se emendar no bom caminho. No início, parecerá uma batalha perdida, mas com paciência e amor, tudo se conquista.
    Lembre-se também que semelhante atrai semelhante e mude suas atitudes mesquinhas e egoístas. Julgar os outros é fácil, mas julgar a si mesmo…
    Você corre o risco de atrair um elemental sombrio sem querer? Só se você realizar rituais numa fase quando estiver triste ou com raiva, ou se contatar qualquer coisa só por curiosidade. Não é pecado ter curiosidade, mas fazer um ritual só por isso é perigoso, então, se você inventar, por exemplo de contatar fadas ou elfos só pra confirmar que eles existem, tenha também um segundo motivo como fazer um pedido (atrair um novo amor, arranjar um emprego, conseguir realizar aquela viagem de fim de ano, etc), pois assim, você não atrai seres igualmente curiosos que virão só por vir e com o tempo podem se tornar presenças desagradáveis. ©

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Não achou o que procurava?


Não encontrou o que procurava? Então você pode deixar o seu comentário aqui, me dizendo qual o tema que gostaria que fosse o próximo post. Prometo considerar com carinho e se conseguir reunir alguma informação relevante sobre o tema proposto, eu monto um post. Tudo bem?
Para facilitar nosso estudo sobre Magia e Elementais, dividi meus blogs por temas, portanto, raramente falarei de elfos, ninfas e etc em A Dança Das Fadas (salvo a comunidade no Face), mas aceitarei pedidos de posts para todos os Elementais feitos aqui, no entanto, os postarei em seus respectivos blogs.
*Para enviar seus relatos, mande um email para o endereço a seguir:

adancadasfadas@yahoo.com

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Como se tornar uma fada





Quem já não sonhou (ou sonha) em ter poderes? Ser belo, forte e imortal? Quem já não desejou se tornar um elemental?
Não é de hoje que alguns leitores me procuram para saber se algo semelhante é possível. Eu mesma, confesso que tive tal desejo.
Não é incomum encontrarmos em blogs, feitiços que prometem a transformação de um simples mortal em imortal, a exemplo, posso citar: “Feitiço para virar uma sereia”, “Feitiço para virar uma fada”, e o não menos famoso… “Feitiço para virar um vampiro”.
O que penso desses “feitiços”? Os dois primeiros são inofensivos, medíocres, ridículos, até. Mas o último me parece perigoso, não porque possa funcionar e te tornar um imortal (o que não pode, óbvio!), mas porque atrai entidades “vampíricas” que então, passam a “obsediar” quem as contatou. Em algumas variantes do tal feitiço fica evidente a intenção de atrair um “vampiro” para si. Antes de prosseguirmos, gostaria de explicar que os “vampiros” os quais menciono não são propriamente vampiros, não como estamos acostumados a vê-los em séries, livros e filmes.





Os vampiros reais






Quem deseja conhecer a verdadeira essência do vampiro, não devê buscá-la nos livros modernos (onde estes seres foram romantizados e vitimizados), mas, sim, nos clássicos como Carmilla de J. Sheridan LeFanu, O Vampiro de Polidori e Drácula de Bram Stocker.
Segundo crenças antigas, os vampiros são almas de suicidas ou vítimas de morte violenta, ou, ainda, almas de bruxos malévolos. Seres que se alimentam da energia de alguém, deixando o indivíduo sempre triste, com pensamentos sombrios e tendências suicidas. Os clássicos contos góticos como O Vampiro do escritor John William Polidori e A Amante Morta do escritor Théophile Gautier (pode encontrar os dois contos no livro Góticos – Contos Clássicos de Luiz Antônio Aguiar) retratam com perfeição essa figura sedutora, melancólica e sombria.
Vampiros não amam ninguém além de si mesmos e quando se ligam a alguém, agem como verdadeiros parasitas, sugando o que de melhor a pessoa possa ter. Sua constante aflição desfaz qualquer sorriso e míngua qualquer sentimento de paz e alegria que possamos ter. Dessa forma, tentamos consolar essa “alma sofredora”, dando-lhe palavras de amor e esperança e, às vezes, até nos doamos como seus amantes, mas nada, nunca é o bastante para pôr um fim ao “sofrimento” desse ser. Por quê? Porque seu único deleite é drenar nossa luz e, se possível, nos arrastar para sua escuridão.
Fuja de todo e qualquer espírito que venha com aquela conversinha de “só poderemos estar juntos se você morrer” ou variantes porque espíritos de luz jamais desejam a morte de alguém e jamais se mostram tristes com a nossa alegria.
Outra coisa que evidência a presença de um vampiro astral é a dificuldade em pegar no sono, constante sensação de ser observado, pesadelos e vozes. É isso o que você atrai para si quando, inadvertidamente ou irresponsavelmente se dispõe a realizar rituais que prometem transformá-lo em semelhante ser desprezível. No fim, segundo a Doutrina Espírita, você termina como mais um miserável perdido no Umbral (um lugar descrito como uma espécie de pântano sombrio, povoado por almas sofredoras e também por almas cujas vibrações são tão baixas que se ocupam aterrorizando e vampirizando os outros) e muito arrependido por ter tirado a própria vida.




Qual o preço pela transformação radical?




Rumpelstiltiskin, o "Senhor Sombrio" da série OUAT que antes de se tornar um ser mágico era conhecido apenas como o covarde da vila onde vivia



Voltando aos rituais que prometem supostamente transformá-lo em fada ou sereia, seria interessante pesquisar a origem deles, de que livro ou autor provém… Desconfio que possam até ser originados de livros infantis pelos elementos simplórios que contêm.
Na magia tudo tem seu preço e também seu equilíbrio. Um feitiço de grande transformação obviamente seria complexo; exigiria energia (Muita), hora, lugar e elementos específicos, certamente também evolveria o nome de alguma entidade respeitável que daria poder ao feitiço. Também, algo dessa magnitude não seria encontrado e exposto tão facilmente assim em livros e blogs porque os intitulados “grandes feitiços” (se é que de fato, existem) costumam ser revelados apenas a iniciados de certas tradições porque certas magias são perigosas quando em mãos erradas.
No livro Guia Das Bruxas Sobre Fantasmas E O Sobrenatural de Gerina Dunwich, a autora apresenta um antigo feitiço que supostamente transforma uma pessoa comum em lobisomem, enquanto que no livro Feitiços e Encantos de Eddie Van Feu encontramos um feitiço de Glamour.
Muitos Xamãs e feiticeiras conseguem alterar sua forma e aparência durante uma Viagem Astral ou mesmo criar “ilusões” enquanto despertos a fim de enganar ou confundir alguém. Acho que o Glamour pode ser útil aqui porque exige menos do praticante e está mais acessível que o feitiço apresentado por Dunwich que pede banha de criança e o couro do lobo.
Com base em pesquisas em Folclore e Mitologia e também a Doutrina Espírita (a qual tenho estudado atualmente) cheguei a conclusão de que não é impossível se tornar um elemental, só é… Difícil e, no fim, nem sei se compensaria tanto esforço, lembrando que elementais são invisíveis para a maioria das pessoas e portanto, habitam outras dimensões. Não espere se tornar uma fada e continuar vivendo entre os humanos porque não rolaria (eu, pelo menos, não vejo fadas por aí… Você vê? Então…). Para um elemental viver entre humanos precisaria de uma magia poderosa – talvez posta em algum objeto pessoal – para se manter sólido e visível, e claro, bom senso para não ser descoberto.
Acredito em quatro métodos para ser ou se tornar um elemental, são estes:


1-Nascendo como um: Elementais são citados brevemente em O Livro Dos Espíritos de Alan Kardec e é entendido que são seres inferiores ou levianos que cedo ou tarde encarnarão entre os homens, sendo assim, é possível que qualquer um de nós já tenha sido um elemental (ainda que soe absurdo a primeira vista). Sou iniciante na Doutrina Espírita e peço perdão caso venha a equivocar-me em alguma afirmação, mas se bem entendi, alguns espíritos evoluídos podem, muitas vezes, por escolha própria, optar por encarnar em planos inferiores com algum propósito ou missão, seguindo essa linha de raciocínio, acredito que é possível renascer como um elemental.


2-Por intermédio de um deus ou deusa: Há exemplos na Mitologia Grega e Nórdica de deuses que se compadeceram ou se apaixonaram por mortais, elevando-os a condição de deuses e/ou elementais como Mani (deus nórdico da Lua) que condoeu-se de duas crianças maltratadas pelo pai e roubou-as, levando-as para morar junto dele, na Lua. A menina, Bil, foi elevada à condição divina por Odin, tornando-se, assim, uma deusa lunar, que dividia a regência da Lua com o deus Mani.
Psique (Mitologia Grega) que salva por Cupido das ciladas da deusa Vênus acabou tornando-se imortal.
Ino (Mitologia Grega), filha de Cadmo e esposa de Atamas, fugindo de seu furioso marido, com o filhinho Melicertes nos braços, caiu de um rochedo no mar. Os deuses, compadecidos, transformaram-na numa deusa marinha com o nome de Leucotéia e ao filho em um deus com o nome de Palêmon. Ambos com o poder de salvar os homens de naufrágios e eram invocados pelos marinheiros. Palêmon geralmente era representado cavalgando um golfinho.


3-Através de um Fado ou Maldição: Moiras podem enganar humanos e, dessa forma, passar-lhes seu fado de vigiar tesouros e/ou portais. Banshees e/ou Damas De Brancos são sempre mulheres (fadas ou mortais) que terminaram amaldiçoadas por ter cometido alguma maldade imperdoável (como matar os filhos pequenos) ou violado algum trato (pacto) importante.


4-Através de um pacto com um Djinn: Vulgarmente conhecidos como Gênios Das Lâmpadas, os Djinns são elementais pertencentes aos quatro elementos, com poder inferior apenas ao de um anjo, podem realizar desejos se devidamente contatados e recompensados. Faz-se um trato ou pacto (onde NUNCA é ofertado a sua alma porque NÃO é isso o que interessa aos Djinns) onde o Djinn, se aceitar realizar seu pedido, diz o que quer em troca do que lhe dará.





Mas por que você quer se tornar um elemental?






Antes de se aventurar tentando fazer um trato com um Djinn ou com um Deus ou quem sabe, trocando de lugar com uma Moira, etc, você deve se perguntar: Por que diabos quer se tornar um ser mágico? Seria por medo da morte ou de envelhecer? Tanto na Wicca quanto no Espiritismo se acredita em vida após a morte e reencarnação, essas são formas de evoluirmos e nos tornarmos seres melhores ao passo que seres imortais que supostamente não morrem ou envelhecem, infelizmente não aprendem. Mas seriam os deuses realmente imortais? Pesquisando a diversas mitologias, percebemos que, apesar de serem sempre jovens e fortes, nem sempre os deuses escapam da morte como Baldur (Mitologia Nórdica), deus do sol que foi morto por uma flecha de visco atirada por seu irmão cego (que teria sido guiado por Loki) Hodur. A deusa Nanna (esposa de Baldur) teve de ser cremada na mesma pira funerária do deus sol porque morreu de tanta dor e tristeza.
Nas Mitologias Grega e Céltica há vários exemplos de deuses que morreram e renasceram, inclusive entre os homens, deixando claro que nem mesmo os deuses com sua suposta imortalidade fogem à morte, então, se é essa a sua motivação… Medo da morte, sugiro que repense e tente deixar de lado esse medo, buscando esclarecimento em livros e sites que tratam sobre reencarnação e vida após a morte para uma maior compreensão sobre o tema.
Se acaso, o motivo for porque se cansou de sua realidade, sempre há formas de se viver melhor sem que, portanto, precise fugir. Fugir nem sempre adianta porque os problemas nos seguem aonde quer que estejamos. Não há lugar (nem mesmo entre os deuses) onde não haja a sombra da inveja e da injustiça. O reino dos elementais pode ser fascinante, mas não podemos ignorar seus perigos. Nem só de pixies e ninfas é formado o Reino Feérico, há outros seres como duendes, trolls e mesmo fadas malévolas que desprezam humanos e qualquer outro ser que possua luz. Por que não tenta antes conhecer e se familiarizar com o reino feérico através de viagens astrais? Pode ser mais seguro e, também, é reversível, caso você não goste do que encontre por lá. Tente se lembrar que cruzar um portal “físico” é passagem só de ida para o outro lado.
Se o que procura é encanto, você deveria perceber que a nossa dimensão, mesmo com seus mil e um defeitos é mágica e bela por si só. Durante esses dez anos em que lido com elementais, uma coisa incrível aconteceu comigo… Eu me apaixonei pelos humanos! É sério! Finalmente entendi o que esses seres tanto admiram em nós. Pode soar presunção de minha parte, mas é a mais pura verdade. Nós somos seres incríveis, belos por dentro e por fora, com luz, esperança e sonhadores por natureza. Os elementais nem são tudo isso que imaginamos, fomos nós quem os elevamos a um pedestal e os tornamos mágicos porque buscamos desde sempre acreditar que há magia, beleza e bondade espalhados por aí, mas por que não nos damos conta que somos perfeitos (ou quase) assim? Por que precisa um elemental nos lembrar isso? Eles sabem disso e é por essa razão que muitos nos amam mesmo sem nos conhecer direito, porque criamos e fortalecemos sempre a esperança, o amor e os sonhos. Como minha elfa guardiã, Gaion, me disse uma vez… “São os elementais que precisam de nós e não o contrário”. Eles nos cercam porque querem aprender a amar e a sonhar como nós. Não adianta buscar lá fora o que você não percebe aí dentro. Olhe mais pra si e dê valor as coisas mais simples. Se ainda assim, quiser e puder se unir aos elementais, só me resta desejar-lhe boa sorte. (c)










*Referências e fontes de pesquisa que contribuíram para a elaboração do texto:

O Livro de ouro da mitologia – Histórias de deuses e heróis por Thomas Bulfinch
Mistérios Nórdicos por Mirela Faur
Feitiços e Encantos por Eddie Van Feu
Guia das bruxas sobre fantasmas e o sobrenatural por Gerina Dunwich
Góticos – Contos Clássicos por Luiz Antônio Aguiar
Drácula por Bram Stocker
Carmilla por J. Sheridan LeFanu
O Livro Dos Espíritos por Allan Kardec
A Obsessão por Allan Kardec
Memórias de um suicida por Yvone A. Pereira
O Martírio dos Suicidas por Almerindo Martins De Castro



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Como afastar Elementais Sombrios


Antes de recorrer a estes métodos, descubra se o Elemental em questão é mesmo sombrio ou apenas brincalhão. Tem diferença entre um e outro.
Elementais brincalhões são inofensivos, ainda que algumas de suas brincadeiras sejam de mal gosto e assustem humanos incautos. Geralmente, basta falar sério com eles e ordenar que se comportem. Se não adiantar, deve-se contatar o deva responsável por aquele elemento e só em último caso o Arcanjo responsável – Arcanjos são pouco amigáveis com Elementais baderneiros –.
Elementais Sombrios agem como brincalhões, divertindo-se assustando os humanos, puxando suas cobertas e às vezes seus pés à noite, batendo em portas e janelas e derrubando objetos, mas, diferente dos Brincalhões, eles sentem prazer em assustar os outros e não sabem a hora de parar, agindo como verdadeiros poltergeists. Costumam raptar pessoas belas e jovens e crianças.
É possível apaziguar um Elemental Brincalhão dando-lhe uma oferenda de creme de leite fresco, leite adoçado com mel ou bolachinhas amanteigados ou ainda moedas douradas (de qualquer valor). Pode-se acender uma vela ou incenso se quiser e pedir gentilmente para que eles se comportem, muitos agem de forma baderneira só para chamar a sua atenção, para você saber que eles estão ali e que querem interagir com você, também podem estar tentando te alertar de alguma coisa, preste atenção aos sinais se eles persistirem, tem elementais que tentam nos avisar sobre acidentes ou pessoas mal intencionadas. Ouvir sussurros te chamando pode ser um mau presságio ou visitas inoportunas ou só um Elemental tentando chamar a sua atenção.
Quando há Elementais sombrios por perto, geralmente sentimos frio (se for uma ninfa da água) ou calor (se for um djinn, por exemplo) em excesso, ou ainda falta de ar (fadas), ou tontura. Nos sentimos observados e com medo como se algo ruim pudesse acontecer a qualquer momento. É o oposto de quando há Elementais do bem, pois sentimos paz, alegria e, às vezes, eufória. Queremos ouvir música, dançar, pular, cantar, escrever, ou mesmo ler, às vezes, até queremos ficar quietos e meditar (dependendo do Elemento), mas sempre sentimos algo bom como se um ser de luz estivesse por perto. Independente de você sentir medo ou surpresa, preste atenção a energia em geral, se quando sente que há um espírito por perto, você se sente seguro ou em paz? Fica excitado (alguns elementais do Fogo tem uma energia muito forte de paixão e até raiva, como os Djinns) ou estático? Essas sensações também podem ser apenas excesso de um ou mais elementos, se achar que é o caso, tente um ritual para se harmonizar com os quatro elementos (é algo simples, diante de uma vela acesa, um copo com água, uma pedra e uma pena ou cristal, faça a oração dos quatro elementos e se quiser uma melhora rápida, ore também para os arcanjos responsáveis pelos quatro elementos).


Oração aos Elementos



Pequeninos guardiões,
Seres se luz infinita,
De dia me tragam paz,
De noite os dons da magia,
Invisíveis guardiões,
Protejam os quatro cantos da minha alma,
Os quatro cantos da minha casa,
Os quatro cantos do meu coração.



Ferro

É a principal arma que pode ser usada contra todos os Elementais. Você pode usar a Água De Ferro, pregos ou uma barra de ferro que pode ser deixada embaixo da cama para afastar pesadelos e evitar que eles se aproximem.


Tomilho

Se colocada na janela, essa planta tem o poder de afastar os maus Elementais, mas cuidado! Se trouxer essa planta para dentro de casa, atrairá Elementais travessos.


Dê um presente


Acredita-se que as fadas se irritam com determinados presentes, os gnomos e duendes, por exemplo, se ganharem um tecido fino, se ofendem e vão embora para nunca mais regressarem. No geral, todas as fadas quando recebem roupas de presente se afastam do humano que as presenteou.


Mude-se de casa


Mudar de casa pode ser a única forma de se livrar de um duende, pois eles são muitos apegados e quando escolhem viver em uma casa não se mudam jamais.



Sinos de ferro


Assustam as fadas e as fazem sair correndo.



Tambores e sons de trovões


Acredita-se que fadas não suportam sons fortes e odeiam batidas de tambores e sons de trovões.



Tenha um bichinho de estimação


Cães espantam Kitsunes e gnomos, mas não adiantam muito contra duendes, pois estes adoram montar em suas costas e atormentar os bichinhos. Entretanto, duendes detestam cães porque esses animais podem vê-los e denunciar sua presença latindo incessantemente.


Sal


Pode queimar a pele dos goblins.


Alho


Pode ser usado contra Elementais sombrios.


Arcanjos


Podem ajudar se a barra pesar. Há um arcanjo responsável por cada Elemento a saber: Uriel (Terra), Rafael (Ar), Miguel (Fogo) e Gabriel (Água). Pode se contatá-los através de rituais específicos ou simples orações.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Como enviar uma carta para os silfos




Acredita-se que quando chove à noite é porque os silfos estão dando uma festa, que tal aproveitar essa ocasião para contatá-los?

Numa noite de tempestade, antes que a chuva caia, escreva uma carta aos silfos, apresentando-se formalmente a eles e expressando seu desejo de conhecê-los, seja sincero e concentre-se em energia de amor e carinho. Pode ouvir uma música bonita (celta ou não) enquanto escreve para eles. Se quiser acrescentar alguma poesia a carta, sinta-se à vontade, pois estes seres intelectuais e sensíveis apreciam toda e qualquer forma de arte. A poesia não precisa ser de sua autoria.




Como entregar a carta




Há três métodos e você pode escolher o que lhe agradar mais.


1-Em um balão



Coloque a carta em um envelope que deve ser decorado com penas negras ou cinzas (a cor das asas deles), cole-as no envelope com um pouco de cola bastão e escreva na frente do mesmo “Aos silfos guardiões”, e atrás, escreva “De fulano, um amigo”. Pingue algumas gotas de alfazema, lavanda ou seu perfume preferido no envelope e prenda-o numa fita azul num balão amarelo ou branco. Diga baixinho:

“Aos silfos, envio uma mensagem,
Divina Paralda guie esse balão para que não se perca na viagem, guie até os silfos em seu salão;
Amado Arcanjo Rafael, permita que os silfos me respondam, que se tornem parte do meu ser, elevando-me a luz, elevando-me ao esplendor;
Pela Divindade que meu desejo seja realizado e se cumpra em luz, graça e amor”.



2- E o vento levou




Rasgue a carta em pedacinhos e lance-os ao vento, dizendo:

“Que o vento leve embora todo e qualquer sofrimento,
Que Paralda entregue minha mensagem aos silfos,
Se meu desejo é sincero, eu atraio o quero,
Assim seja, assim se faça”.


3- Através do fogo




Em uma vela ou em seu caldeirão, queime a carta, dizendo:

“Aos silfos, envio uma mensagem,
Palavras amigas, palavras sinceras,
Venham até mim com a permissão de Paralda,
Com a proteção do Arcanjo Rafael,
Se meu desejo é sincero, dá-me o que quero,
Assim seja, assim se faça,
Que se cumpra meu desejo em luz e graça”.



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